Piauí debate propostas na Conferência Estadual das Mulheres para evento nacional – pi.gov
Mulheres representantes de 75 municípios piauienses se reuniram, nesta quinta-feira (28), na abertura da 6ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, com a presença da secretária nacional de Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy Viana. No evento, que segue até sexta (29), estão sendo discutidas as propostas que o Piauí apresentará na Conferência Nacional.
“Teremos, ao final, uma plataforma com todas as propostas do público feminino do Brasil todo e do Piauí. E vamos levar, sim, o que nós ouvimos aqui para Brasília. A sociedade precisa se envolver. A violência de gênero tem a ver com o nosso papel de mãe, de pai, tem a ver com a nossa escola, tem a ver com uma cultura, igreja, tudo que todos nós temos que nos envolver”, destacou Sandra Kennedy Viana, lembrando que o país retoma as discussões em conferências após um período de 10 anos.
Em âmbito estadual, o evento tem a finalidade de reunir propostas que fortaleçam e ampliem as políticas públicas para as mulheres, considerando a perspectiva da interseccionalidade e garantindo a participação democrática, igualdade e representatividade. Para a construção dessas propostas, mais de três mil mulheres participaram das conferências municipais.
“Essa conferência vai permitir pensar a estratégia, propor políticas que possam fortalecer o Plano Estadual de Política para as Mulheres, o Plano Nacional de Política para as Mulheres. Vamos fazer várias discussões por eixos temáticos, como autonomia econômica, enfrentamento à violência, Estado laico e participação feminina. Vamos discutir a partir dos dados que vão nos permitir direcionar quais políticas são mais necessárias, para que elas sejam protagonistas dentro do processo democrático”, afirmou a secretária das Mulheres e atual presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres (CEDDM/PI), Zenaide Lustosa.
Um dos canais mais utilizados para denunciar violência é o 180, telefone com abrangência nacional onde as vítimas podem pedir auxílio ou tirar dúvidas. Coordenado pela piauiense Ellen Costa, coordenadora-geral da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, do Ministério das Mulheres, ele tem garantido a mulheres de todo o país o acesso à informação. “A gente tem feito um trabalho de reestruturação, de divulgação, ampliação do canal e temos constatado que, cada vez mais, as pessoas têm buscado se informar sobre quais são os tipos de violência e têm buscado denunciar. E isso é muito importante, porque a atuação do governo é para que esse tipo de violência não avance”, explica Ellen Costa.
Entre as propostas apresentadas estão o fortalecimento das políticas de empregabilidade e geração de renda das vítimas de violência. “Queremos que as mulheres possam ter mais autonomia, em busca da liberdade financeira, até porque nós sabemos que a maioria das vítimas de violência doméstica dependem financeiramente do agressor”, afirma Elissandra Assunção, secretária de Políticas Públicas em Monsenhor Gil e presidente da Associação de Mulheres Empreendedoras do município.
Para Raquel Soares, coordenadora municipal da Casa da Mulher Brasileira de Teresina, as propostas discutidas no Piauí irão compor as iniciativas nacionais de combate ao feminicídio. “Estamos trazendo várias propostas e projetos para o crescimento do combate ao enfrentamento à violência de gênero. Nós temos visto que o feminicídio e as tentativas têm crescido e nós estamos nos levantando juntas para combater todos esses acontecimentos contra as mulheres”, finaliza.
A programação da 6ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres segue até esta sexta-feira (29), no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
