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Brasileiro Michel Nisembaum segue como refém do Hamas em Gaza – MARANHÃO Hoje

Carro do brasileiro foi encontrado incendiado

O brasileiro Michel Nisembaum segue desaparecido desde 7 de outubro quando Israel sofreu ataques do grupo terrorista Hamas que resultaram em mais de 1200 mortos e cerca de 240 pessoas tornadas reféns. Segundo informações da Interpol, o técnico de informática está entre os sequestrados na cidade de Sderot, perto da fronteira com Gaza, invadida pelos terroristas.

Aos 59 anos, pai de duas filhas e avô de cinco netos, Michel fez seu último contato com a família às 6h57 de 7 de outubro, por telefone, quando avisou a uma de suas filhas que iria buscar a neta em uma base militar. Ao ligarem para ele, cerca de dez minutos depois, um terrorista já teria atendido o telefone proferindo palavras em árabe e gritando “Hamas”.

Um mês após os ataques, o carro do brasileiro foi encontrado incendiado e seu notebook foi recuperado na Faixa de Gaza e esses fatos mantém a esperança da família de que Michel esteja vivo. Além disso, o Itamaraty foi informado oficialmente por órgãos internacionais de inteligência sobre o desaparecimento do brasileiro, que reside em Israel desde os 12 anos, fazendo parte da lista de nomes de sequestrados.

Segundo a irmã de Michel, Mary Shohat, em 26/10 o presidente Lula fez contato via Zoom com a família do raptado e de outros não brasileiros, e afirmou que está em contato com vários países para tentar ajudar a resgatar os reféns. Contudo, o governo brasileiro não fez até o momento nenhuma menção pública sobre a situação. O fato levantou ainda mais preocupações entre a comunidade judaica brasileira sobre as negociações do país para uma possível libertação de Michel após os últimos pronunciamentos oficiais, que ignoram a situação do brasileiro em poder do Hamas.

Uma das maiores preocupações dos familiares é a saúde de Michel que é diabético e tem a doença de Crohn — síndrome inflamatória que afeta certas porções do intestino delgado e o cólon —, que se não for tratada pode trazer riscos à vida.

“Estamos solidários a todas as famílias das vítimas e aos reféns, em especial à família de Michel Nisembaum. É preciso lembrar que o Hamas mantém prisioneiro um cidadão do nosso país e que a família conta com a diplomacia brasileira para que seja possível avançar nas negociações pela libertação de Michel, assim como tantos outros civis que seguem em poder do Hamas e sobre os quais não temos praticamente qualquer informação há quase 50 dias. Não podemos permitir que homens, mulheres, idosos e crianças tenham sua situação invisibilizada. Esperamos que nossas lideranças políticas ajam ativamente em prol do debate sobre essas pessoas que estão em poder dos terroristas”, afirma Marcos Knobel, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).

O presidente da Fisesp reitera ainda o compromisso da Federação com as famílias de Michel Nisembaum e de todos os sequestrados pelo Hamas, colaborando como ponte para o debate com autoridades brasileiras e a comunidade internacional visando alcançar a resolução pacífica e imediata desse episódio angustiante.

“O caminho para a paz também depende de um olhar para o combate à desinformação. Nosso papel é também garantir que Michel Nisembaum e outros sequestrados pelo Hamas não sejam esquecidos. Em meio à guerra, precisamos lembrar que discursos de ódio nos distanciam da paz. Todas as vidas importam”, enfatiza Marcos Knobel.

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