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Piauí e estatal chinesa lançam projeto pioneiro de energia solar concentrada com armazenamento térmico no estado – pi.gov

Foi lançado nessa quinta-feira (28), no auditório do Senai Teresina, o projeto de pesquisa e desenvolvimento em Energia Solar Concentrada (CSP) com Armazenamento Térmico, que tem estudos conduzido pelo Piauí Instituto de Tecnologia (PIT) e pela empresa estatal chinesa CGN Brazil Energy, para avaliar a viabilidade técnica e econômica para a construção de uma futura planta piloto de CSP no Piauí.

“O governador Rafael Fonteles, nas suas missões internacionais, mostrou durante viagem na China o potencial de crescimento conjunto ao se investir em energias renováveis no Piauí, além do potencial do Piauí Instituto de Tecnologia. Vale ressaltar que 80% dos pesquisadores que vão atuar no projeto são do Piauí. A CGN acreditou no PIT para realizar essa pesquisa, um estudo para a utilização de uma tecnologia chinesa a ser aplicada aqui. Com certeza colheremos bons frutos e esperamos tornar o Piauí um dos estados mais inovadores do Brasil”, declarou o presidente do PIT, Rafael Jales.

A diretora jurídica e de compliance da CGN Brazil Energy, Silvia Rocha, lembrou que a parceria entre o Piauí e a China já vem de longa data. Além deste projeto, ela destacou o funcionamento do Hub de Energia Renovável do Piauí, operado pela subsidiária da estatal chinesa no estado por meio do Complexo Eólico Lagoa do Barro-PI e do Parque Solar Nova Olinda, em Ribeira do Piauí-PI.

Foto: Ascom Senai

“O Hub do Piauí mostra a força dessa união, em que agora a energia solar concentrada vem para coroar essa parceria. O Hub foi incluído no projeto de cooperação Brasil-China, então ele ultrapassa a fronteira da cooperação somente entre o PIT e a CGN, representa a celebração desta parceria entre os dois países, que já dura mais de 50 anos. Nós estamos muito otimistas e confiantes com este projeto”, comenta a diretora.

O evento foi aberto ao público e reuniu autoridades públicas, representantes institucionais, pesquisadores, convidados e parceiros estratégicos que contribuem para o fortalecimento da inovação, da pesquisa aplicada e do desenvolvimento tecnológico em nosso estado. A finalidade é promover a integração da equipe de pesquisadores, o alinhamento institucional e apresentar para todos os interessados, de maneira clara, a metodologia e os objetivos do projeto. O evento trouxe apresentações dos representantes da CGN, do PIT e do chefe de pesquisa do projeto, prof. Juan Aguiar.

“Esse projeto vai ser o primeiro neste tamanho a ser implementado no Piauí e, obviamente, conta com diversos desafios e também com diversas soluções. Dentre essas soluções, uma é trabalhar de forma otimizada a distribuição de energia solar por meio do armazenamento térmico, apresentando uma solução melhor até do que o sistema de baterias, que são utilizadas atualmente. Então, este grupo formado para executar esse projeto traz pesquisadores da Uespi, UFPI, IFPI, dentre outras instituições. A partir de hoje, já podemos fazer os alinhamentos necessários e dar início à parte prática do projeto, que será um divisor de águas nas matrizes energéticas não só do Piauí, mas de todo o país”, explica o professor Juan Aguiar.

Estiveram presentes a diretora de Compliance da CGN Brazil Energy, Silvia Rocha; o presidente do PIT, Rafael Jales, o chefe de pesquisa; o professor doutor Juan de Aguiar Gonçalves; o diretor regional do SENAI-PI, Roger Correia Jacob, além dos pesquisadores selecionados para o projeto, além de outros representantes do PIT, Investe Piauí, UFPI, UESPI e IFPI.

Presidente do PIT, Rafael Jales. (Foto: Ascom Senai-PI)

Sobre o projeto

A pesquisa busca avaliar o potencial de aplicação da tecnologia CSP com armazenamento térmico de energia no Piauí, considerando aspectos técnicos, econômicos, regulatórios e industriais. A tecnologia é considerada uma alternativa estratégica para geração renovável despachável, permitindo armazenamento de energia e maior estabilidade ao sistema elétrico. O projeto é coordenado pelo PIT em parceria com a CGN Brazil Energy, com apoio institucional da Investe Piauí.

Dentro de seis meses, o projeto deverá entregar estudos técnicos e de viabilidade para uma possível planta piloto de CSP no estado, além de criar uma base comparativa de dados climáticos entre o Piauí e a China, identificar tecnologias compatíveis, analisar potenciais fornecedores nacionais e propor recomendações regulatórias relacionadas à integração da tecnologia ao mercado brasileiro de energia.

O Piauí possui um dos maiores índices de irradiação solar do Brasil, reforçando o interesse em estudos voltados às tecnologias solares de nova geração. A iniciativa também busca estimular a produção de conhecimento técnico e científico, além de contribuir para o fortalecimento do ecossistema de inovação e energias renováveis do estado.

Chefe de pesquisa, professor doutor Juan Aguiar. (Foto: Ascom/Senai-PI)

Sobre a CGN Brazil Energy

A CGN Brazil Energy é uma subsidiária da China General Nuclear Power Group (CGN), uma das maiores estatais do setor de energia nuclear e renovável da China. A expansão do Grupo CGN no Brasil iniciou em 2019, com a criação da CGN Brasil Energia e Participações S.A (CGNBE), voltada ao investimento na geração e comercialização de energia renovável no país. 

A empresa foi criada para atuar como holding e plataforma de investimentos da CGN no mercado brasileiro de energia. Sua instalação ocorreu em meio à crescente demanda por diversificação da matriz energética brasileira e ao ambiente regulatório aberto a investimentos estrangeiros no setor elétrico. A CGN já tinha presença no país desde 2017, mas a formalização da subsidiária consolidou sua estratégia de operação local, incluindo aquisições e participações em projetos de geração renovável.

Desde sua abertura, a CGN Brasil tem se consolidado como uma das principais empresas do setor de energias renováveis, com foco em excelência operacional, segurança e respeito ao meio ambiente. Atualmente, opera 7 complexos eólicos e 3 complexos solares, localizados nos estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Ceará. Juntos, esses empreendimentos totalizam mais de 1,6 GW de capacidade instalada.