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São Raimundo Nonato discute estratégias para o Plano de Desenvolvimento Quilombola

A cidade de São Raimundo Nonato, no interior do Piauí, foi o centro de um debate fundamental para a garantia de direitos e desenvolvimento das comunidades tradicionais. A IV Oficina Territorial de Introdução ao Plano de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas do Piauí foi realizada na localidade Lagoa das Emas, reunindo dezenas de lideranças para alinhar as prioridades desses grupos às políticas estaduais.

Participação ativa das comunidades

O evento foi promovido pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc), por meio da Superintendência de Igualdade Racial e Povos Originários (Suirpo). O objetivo central foi realizar uma escuta qualificada das demandas das famílias quilombolas, garantindo que o planejamento do governo estadual respeite a diversidade cultural, social, econômica e ambiental de cada região.

Ao todo, 45 líderes quilombolas participaram do encontro. A mesa de debates também contou com a presença de representantes da Secretaria de Igualdade Racial de São Raimundo Nonato, da Secretaria de Assistência Social de Várzea Branca e servidores públicos municipais, reforçando a parceria necessária entre diferentes esferas administrativas.

Eixos temáticos e impacto social

Coordenada pela Secretaria de Planejamento, a iniciativa está estruturada em dez eixos temáticos que nortearão as ações públicas. Entre os pontos principais abordados estão:

  • Regularização e gestão do território;
  • Preservação ambiental;
  • Oferta de educação e saúde de qualidade;
  • Fomento à cultura e infraestrutura básica;
  • Geração de trabalho e estímulo à participação social.

Essas diretrizes seguem o Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), garantindo que as especificidades de cada território sejam consideradas.

Preparação para o futuro

De acordo com o diretor de Promoção de Igualdade Racial da Sasc, José Bispo, a realização dessas oficinas territoriais possui um objetivo estratégico de longo prazo. O trabalho realizado agora serve para capacitar e organizar as comunidades para os grandes seminários que definirão os planos de desenvolvimento previstos para o ano de 2027.

Para a população local, essa articulação é essencial, pois transforma a vivência e os saberes ancestrais em instrumentos de formulação de políticas públicas. A iniciativa busca, na prática, promover justiça social, sustentabilidade e o pleno exercício da cidadania dentro das comunidades quilombolas, assegurando que o desenvolvimento chegue de forma eficiente e respeitosa aos territórios tradicionais do Piauí.

Com informações de Governo do Piauí.